sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Duas entrevistas com o autor



http://www.jornaldaorla.com.br/blog_integra.asp?cd_autor=20&cd_blog=834

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www.resenhando.com/rg/rg6710-luiz-marcondes.htm

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

ONDE COMPRAR O LIVRO?

AQUI.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O LANÇAMENTO DE A FASE AZUL FOI UM SUCESSO!


Agradecimentos a todos que compareceram, mandaram e-mails e manifestações de apoio e entusiasmo! Valeu!!





Em breve vou postar aqui a página do site da editora pra quem quiser adquirir um exemplar, aguardem!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

LANÇAMENTO - 13/11 em SÃO PAULO

A editora Multifoco lança em novembro o primeiro livro do publicitário Luiz Marcondes, A FASE AZUL, em coquetel na LIVRARIA DA VILA, Al. Lorena, 1731, Jardins, São Paulo, no dia 13/11, das 19h às 22h.

A obra reúne contos e textos breves que desafiam categorizações, todos marcados pelo tom pessoal, pelo lirismo, pela melancolia e pela ironia.

As narrativas vão do prosaico ao surreal. Nas páginas de A FASE AZUL o leitor encontrará personagens como a nostálgica Lígia, linda adolescente de olhos cinza; um jovem sem rumo que sonha em formar uma banda de rock e uma modelo que vai para São Paulo em busca de fama; dentre outros.

Para os leitores que têm gosto pelo exótico, não faltam situações e personagens estranhos. Um sujeito apaixonado pela própria obsessão, que acredita que sua vida está sendo encenada numa peça de teatro; uma vila no deserto onde só vivem mulheres, todas grávidas; uma empresa que vende morte e ressurreição – por um preço tão alto que poucos estariam dispostos a pagar; etc.

Segundo Marcondes, a inspiração para o título do livro vem do período homônimo da pintura de Pablo Picasso, quando o pintor expressava solidão e melancolia.

“Além disso”, completa o autor, “há um conto maravilhoso de J.D. Salinger chamado ´A fase azul de Daumier-Smith´ que me inspirou muito. Salinger é um dos meus autores favoritos”.

Um detalhe curioso é que ilustração de capa da obra foi feita pelo próprio Marcondes, que chegou a fazer cursos de artes, inclusive fora do Brasil, e há 18 anos não manejava pincel e nanquim. O autor quebrou essa longa inatividade para criar o desenho porque “ninguém conseguia fazer do jeito que eu queria”, declarou.


O QUE: Lançamento do livro de contos A FASE AZUL, de Luiz Marcondes
ONDE: LIVRARIA DA VILA, Al. Lorena, 1731, Jardins
QUANDO: sexta-feira, 13 de novembro de 2009 – 19h às 22h.
Maiores informações: Luiz Marcondes - marcondes_luiz@hotmail.com
Site da editora: http://www.editoramultifoco.com.br/index.asp

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

TANTA BELEZA NO MUNDO



Aqui vai um texto que você encontrará no meu livro (clique na imagem para ver maior).

Lido por mim.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Memórias de um velho grunge - último capítulo!!




Depois que o Burning Jesus terminou, ouvi dizer que Eduardo largou a bateria e voltou a colecionar selos. Césinha foi para Londres, lavar pratos e tocar. Voltou em três meses, completamente fodido e sem grana. Acabou retomando a faculdade de Direito, e um amigo em comum me garantiu que seu sonho agora era prestar concurso pra juiz. Ele queria tanto conseguir isso que estava até estudando pra passar, mas isso talvez fosse um pouco de exagero de quem me contou a história. O fato é que, enquanto esperava pela prova, Césinha trabalhava como caixa no Banco do Brasil. E eu? Eu caminhava a esmo, olhando fixamente para as árvores do parque, tentando ver através delas, triste e desorientado. Eu não tinha mais banda, nem dinheiro, nem Larissa, nem nada. Ela não estava grávida coisa nenhuma e havia me trocado pelo guitarrista de uma banda de heavy metal, um poser desgraçado que morava em Santo André. Mas não é sobre isso que quero falar. O fato é que as coisas ficaram tão confusas e cinzentas para mim depois do fim da banda que eu até... Arrumei um emprego! Numa loja de discos. Trabalharia lá enquanto não arrumasse nada melhor, dizia eu para o meu pai, quase acreditando. Época triste. Quase cortei o cabelo. Parei de tocar guitarra. E só comia salada. Devo ter emagrecido uns 10kg.


Eu bem que poderia terminar por aqui, o Burning Jesus já estava acabado e essa é a história da banda, não meu livro de memórias. E eu até terminaria, não fosse algo que aconteceu algum tempo depois.

Por alguma razão, desconhecida até para mim, uma noite resolvi ir de novo ao Jet Black, como fazia antigamente. Era sábado e fui a um bar com dois amigos do tempo de faculdade, no final da tarde. Bebemos. Eles me contaram como suas vidas estavam indo bem, a carreira, o escritório, o carro. Um deles ia até casar (em dezembro) e estava estranhamente animado. Eu permanecia quieto. Só bebia. E sorria de vez em quando, para ser agradável. Ultimamente eu vinha fazendo um esforço enorme para me encaixar no que alguns chamavam de “ mundo normal” ou “ vida real”. A confraternização acabou por volta das nove da noite, eles iam correndo encontrar suas namoradas e se ofereceram para me deixar em casa. A essa altura, eu já estava agradavelmente anestesiado pelo álcool, por isso recusei a gentileza. Fiquei ali, bebendo e lembrando da minha banda até às 11h, quando tomei uma decisão: pedi a conta, paguei, entrei num táxi e fui para o Jet Black.

Chegando lá, vi uma banda montando sua parafernália no palquinho imundo de sempre. Eram três meninas que de longe pareciam os caras do The Cure. Acabei vendo também um rosto conhecido ao lado de uma moça. Pensei que talvez fosse bom falar com alguém, mas eu estava em um estado de tristeza tão lastimável que quase não quis me aproximar do Norberto e da menina com quem ele conversava. Após alguns instantes de indecisão, encostei do lado deles, a lata de cerveja na mão. Os dois nem notaram minha presença, ou fingiram que não notaram. Foi então que reparei melhor na moça: alva, que nem neve, a pele quase transparente. Cabelos negros, olhos azuis profundos, vestido preto. Era uma beldade gótica e eu estava em estado de choque. Antes que eu pudesse esboçar alguma reação diante de tanta beleza, a guitarrista da banda se inclinou do palco na direção dela; estávamos bem de frente para ela.

- Você não vem?- disse a garota para a amiga do Norberto.
- Vou- respondeu ela, e depois, virando para nós, disse sorrindo: Bom, deixa eu ir que tenho que tocar...

A guitarrista estendeu a mão para ela, que subiu no palco sem esforço algum, leve e despreocupada. Em seguida, a bela aproximou-se do baixo, colocou a correia e ligou-o no amplificador com elegância, como se estivesse acostumada a fazer aquilo todo dia. Tocou as cordas brincando, só para ver se estavam afinadas. Estavam. A essa altura a banda toda já estava preparada. A beldade chegou perto do microfone e disse apenas “boa noite!”. Depois virou para trás, olhou para a baterista e fez que “sim” com a cabeça. A moça da bateria sorriu, levantou os braços e bateu as baquetas...”1, 2, 3, 4!”. E elas começaram a tocar.

Trêmulo, desnorteado, virei para o Norberto e berrei minhas últimas palavras em seu ouvido, antes de me abandonar completamente àquele instante:

- Meu, que mulher linda! Como ela se chama?
- Kika - respondeu ele, sem tirar os olhos do palco.

“Kika”, repeti eu, incrédulo. Senti uma bola de fogo nascendo da minha barriga, descendo até o meu sexo e subindo de novo pela minha espinha, até explodir na minha cabeça. Eu estava vivo novamente.



FIM

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A CAPA DEFINITIVA! Enfim!

CLIQUE NA IMAGEM PARA VER MAIOR.

Ilustração: Eu
Cores: Alda Rocha
Arte final: Editora Multifoco